domingo, 21 de outubro de 2012

QUANDO O POETA INDAGA À AMADA


O QUE FOI FEITO

O que foi feito, meu amor, de tanto apego?
O que foi feito, se há tão pouco me querias?
Da festa cometida de outros dias
Em que ardíamos vibrando um com o outro
Dize-me, encanto de fulgor profundo
Minha vida, causa nobre de emoção sublime
Dize-me, anjo meu, por que essa angústia?
Se tua mão sentia quente a segurar a minha
Na trilha tão escura que os mortais lançaram
Responde se é justo que o sem q nos vença
Que a morte nos aniquile, que a noite triunfe
Tão insanos, inferiores, data vênia, amada
Pois ainda não sou pronto pra em lembranças ter-te
E quero muito mais desse milagre a espera
Portanto aqui te peço, não nos desfaçamos
Busquemos todo o feito para sempre juntos

EVANDRO BATISTA

1 comentários:

evandro junior disse...

Poema extraído dos revéses que existem nas histórias, por mais lindas, fortes e indestrutíveis que sejam, pois, se forte é o amor forte também são seus obstáculos.

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