sábado, 31 de julho de 2010

C O N F D E N C I A L

CONFIDENCIAL


Não comente,

nem espalhe,

guarde segredo,

apague as pistas,

forje um álibi,

se precisa mente,

atrapalhe

as investigações,

sem medo,

confie na lista,

das probabilidades,

ninguém sabe,

ou viu,

lave as impressões

visuais,

silencie,

cabe

desculpas,

privacidade,

discrição.

Este nosso amor é crime,

proibido,

inafiançável,

por excesso de qualidade,

Afronta as leis,

desafia o provável,

causa inveja,

veja se fica

só entre

nós.



[gustavo drummond]

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O R A Ç Ã O

ORAÇÃO


Antônio Poeta



Obrigado Senhor, por tanta benção e proteção.

O que seria de mim, pobre e ignóbil mortal,

sem a guarda dos anjos de sua legião,

que me oferecem alento e direção,

e que me custodiam do mal,

me dando forças e ânimo.

Ofertando-me colo e me fortificando,

me intuindo sobre o bem, para que

eu separe o mal joio do bom trigo,

quem são os meus adversários

e os que são meus amigos.

Obrigado, meu Pai,

por estares comigo.

Obrigado ainda, pela paciência e complacência,

ao compreender minha pseudo-sapiência,

me alertando tantas vezes, permitindo

que eu reconstrua a experiência:

Que eu tente e veja para crer.

Ah... Meu Senhor,

tal indulgência e amor,

só mesmo, vindos de VOCÊ!

                 ANTONIO POETA

Daqui pra frente.....................Dorothy

terça-feira, 20 de julho de 2010

CONSENSUAL


Fo em voce que recuperei todo o amor


que havia esquecido em algum lugar

do tempo,

[Gd]



CONSENSUAL



Vivemos sonhos idênticos,

alimentamos iguais devaneios,

navegamos por mesmos oceano,

somos parcialmente idênticos.

Traçando , em comum, nossos planos,

Escavando difíceis, valiosos veios.



Andamos por paralelas transversais,

Nos descobrimos mais, nas diferenças,

embora repousemos no solitário cais,

Estamos presentes, entremeio a ausência.



Guerreiros de uma só facção,

Meeiros de fração objetiva,

Batendo em único coração,

Cumplíces da comunhão viva.







=Gustavo Drummond=

terça-feira, 13 de julho de 2010

Y E R B A B U E N A

Este es el sitio que dejaste

Aquí esta la tierra que sembraste

Aquí tengo el sol que te calienta

Aquí esta tu cielo con estrellas y esta

El color de tu belleza



Para cuando vengas tendré un beso

Apretado entre esta boca mía

Y me rendiré para tenerte y

Declarare guerra perdida

Amare tu alma de rodillas

[coro]

Todo daría por volver a verte y

Pedirle a dios que me de el regalo

De tenerte me paso los días espera

Que espera pa’ contaminarme de tu

Olor de yerbabuena.



Y cuando te quedes para siempre

Pondré en tu jardín mi primavera

Y me vestiré de luna llena

Y plantare dos azucenas que

Secaran cuando muera



Este el sitio que dejaste

Esta es tu emoción y tu equipaje

Y me estrenare de risa nueva

El corazon color de sangre y la nostalgia

De que vuelvas


[coro]

Todo daría…

(Saavedra-)   Daqui pra frente...........Dorothy

sexta-feira, 2 de julho de 2010

QUANDO ELES CRESCEM ! ! !

Há(
um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos. É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados. Crescem sem pedir licença à vida. Crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias de igual maneira. Crescem de repente.




Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela

criatura. Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do Maternal?

A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça! Ali estão muitos

pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos,soltos. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas,

lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros. Ali estamos, com os cabelos esbranquiçados. Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas,das notícias, e da ditadura das horas. E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros. Principalmente com os erros que esperamos que não repitam.



Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos. Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas. Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.

Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvir sua alma

respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, pôsteres,

agendas coloridas e discos ensurdecedores. Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao Shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado. Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.



No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos.



Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim. Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.



Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes". Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito (nessa hora, se a gente tinha desaprendido, reaprende a rezar) para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade.

E que a conquistem do modo mais completo possível.

O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos

e que não pode morrer conosco. Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última

oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.



Aprendemos a ser filhos depois que somos pais. Só aprendemos a ser pais depois que somos avós...



Feliz dia dos pais !!
(Diabetenete - multivacional)

Daqui pra frente - Dorothy
 
Amor não tem idade. Design by Exotic Mommie. Illustraion By DaPino